Pelas injustiças cometidas, pelos momentos de exasperação quando criança (De minha parte, é claro), dedico esta crônica ao meu velho e grande amigo, A.L.
-Vamos niño!!!! Tu tiene que ir para la escuela!!! (Vamos goroto!!! Você tem que ir para a escola!!!).
-Estoy iendo, abuelita!!!! (Estou indo vovó!!!).
Eram raros os momentos em que meus avôs me levavam a aula, mas a ocasião pedia um pouco de improviso, além do mais, minha mãe estava com uma carga horária bem apertada no local de trabalho. Eram as primeiras semanas de aula do meu primeiro ano no Colégio Z. Animação era uma palavra muito pequena comparada com o que eu estava sentindo ao ter que comparecer todos os dias a aula.
-Mira, tu tiene que comportarte porque mami no gusta de niño revoltoso, hein?? Y nim abuelita. (Olha, você tem que se comportar, porque sua mãe não gosta de menino bagunceiro, hein?? E nem a vovó).
-Puede dejar abuelita. Tchau!!! (Pode deixar vovó. Tchau!!!)
A professora E. se posicionava todos os dias na frente da porta com toda a turma. Filas indianas a estibordo e a bombordo. Meninos do lado direito, meninas do lado esquerdo. Eu me posicionei, obviamente, ao lado direito e ao lado direito da fila masculina havia (E ainda há) uma pequena fonte decorativa com pequenos peixes, muito bonita por sinal. Mas 5 minutos depois se tornou horrorosa...
Fui jogado na fonte. Como eu era muito baixo, a pequena fonte decorativa se tornou uma piscina agonizante na qual eu emergia e submergia desesperadamente. De lá pude ver e ouvir a agonia e os gritos de minha vó, a qual estava esperando que eu entrasse em sala de aula, além de ver rapidamente as feições de sustos de colegas e da professora.
Um disciplinário, que por ali passava, me retirou rapidamente da fonte. Levaram-me ao banheiro para uma troca de roupa e me impediram de ir embora. Fui obrigado a assistir a aula envolto em uma toalha, pois eu ainda não estava totalmente seco. Se eu pude assistir à aula toda, A.L., um velho amigo, não teve a mesma sorte. Passou parte do dia na diretoria. Acusado injustamente de me jogar na fonte, A.L., em seus primeiros dias de aula, foi levado, pela primeira vez, à diretoria.
Algum tempo atrás, eu pedi desculpas a ele. Além do mais ele começou o ano escolar com o pé esquerdo, obviamente não por opção e sim por minha culpa. Porém, quem o conhece sabe que, muito de bom aconteceu a ele, e esse acontecimento não mudou seu senso de humor irreverente e seu amor pelos amigos.
Eram raros os momentos em que meus avôs me levavam a aula, mas a ocasião pedia um pouco de improviso, além do mais, minha mãe estava com uma carga horária bem apertada no local de trabalho. Eram as primeiras semanas de aula do meu primeiro ano no Colégio Z. Animação era uma palavra muito pequena comparada com o que eu estava sentindo ao ter que comparecer todos os dias a aula.
-Mira, tu tiene que comportarte porque mami no gusta de niño revoltoso, hein?? Y nim abuelita. (Olha, você tem que se comportar, porque sua mãe não gosta de menino bagunceiro, hein?? E nem a vovó).
-Puede dejar abuelita. Tchau!!! (Pode deixar vovó. Tchau!!!)
A professora E. se posicionava todos os dias na frente da porta com toda a turma. Filas indianas a estibordo e a bombordo. Meninos do lado direito, meninas do lado esquerdo. Eu me posicionei, obviamente, ao lado direito e ao lado direito da fila masculina havia (E ainda há) uma pequena fonte decorativa com pequenos peixes, muito bonita por sinal. Mas 5 minutos depois se tornou horrorosa...
Fui jogado na fonte. Como eu era muito baixo, a pequena fonte decorativa se tornou uma piscina agonizante na qual eu emergia e submergia desesperadamente. De lá pude ver e ouvir a agonia e os gritos de minha vó, a qual estava esperando que eu entrasse em sala de aula, além de ver rapidamente as feições de sustos de colegas e da professora.
Um disciplinário, que por ali passava, me retirou rapidamente da fonte. Levaram-me ao banheiro para uma troca de roupa e me impediram de ir embora. Fui obrigado a assistir a aula envolto em uma toalha, pois eu ainda não estava totalmente seco. Se eu pude assistir à aula toda, A.L., um velho amigo, não teve a mesma sorte. Passou parte do dia na diretoria. Acusado injustamente de me jogar na fonte, A.L., em seus primeiros dias de aula, foi levado, pela primeira vez, à diretoria.
Algum tempo atrás, eu pedi desculpas a ele. Além do mais ele começou o ano escolar com o pé esquerdo, obviamente não por opção e sim por minha culpa. Porém, quem o conhece sabe que, muito de bom aconteceu a ele, e esse acontecimento não mudou seu senso de humor irreverente e seu amor pelos amigos.
Quando tento entender de onde herdei tanto azar lembro-me do meu pai. Meu pai sempre foi muito desastrado e azarado. Geralmente ele mais atrapalhava do que ajudava (Até hoje). Mas em relação a contrair genes eu tenho certeza que durante minha vida escolar o azar me perseguiu. Filho de peixe, peixinho é. Mas isso se deve talvez pelo fato de não saber que eu poderia ditar minhas próprias regras e não ficar vivendo na sombra do azar. Ainda bem que nós é que fazemos a nossa sorte e não dependemos de genes para ditar o que somos, porque, na verdade, Filho de peixe, nem sempre peixinho é.